Respiração Completa e sua importância

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Agora que você já aprendeu a utilizar as 3 partes dos pulmões, vamos falar sobre a importância de fazer uma respiração lenta e completa.

Controlar de maneira consciente a respiração a fim de utilizar 100% da sua capacidade respiratória, incluir ritmos específicos, aplicar retenções com e sem ar, acelerar e desacelerar o metabolismo, comprova-se benéfico para saúde física, emocional e psíquica. A base desses estudos começou com as práticas orientais do Yoga e da medicina chinesa, as quais vêm sendo difundidas e praticadas no ocidente em ritmo crescente.

Seus benefícios clínicos e fisiológicos já estão comprovados e recebem maior importância, visto que problemas respiratórios já são um dos maiores índices causadores de mortalidade no mundo, com perspectivas de aumento significativo (VESTBO et al., 2011).

Benefícios da Prática de Respiração Completa

Durante os exercícios de respiração completa, você precisará iniciar sua inspiração nasal dilatando a parte baixa dos pulmões (diafragmática), seguida da região média (intercostal) e por fim, a parte alta do peito (tórax). Quanto mais ampla e lenta puder ser essa respiração, mais benefícios você irá desfrutar!

O ritmo respiratório também influencia nas respostas psicofisiológicas. A respiração muito lenta (1 respiração/min) corresponde a grandes mudanças nos fatores de risco cardiovascular. Esses indicadores apontam que respirar lentamente pode influenciar o centro cardiorrespiratório do tronco cerebral (SHANNAHOFF-KHALSA et al., 2004).

A prática de respiração consciente completa é um treinamento bastante eficaz para a melhoria nas funções pulmonares. Segundo Sivakumar e colaboradores (2011), a respiração consciente e lentificada aumenta a capacidade vital dos pulmões, tanto em indivíduos com baixa prevalência de atividades físicas, quanto em atletas (HAKKED et al., 2017). Durante a prática de exercícios os atletas sofrem de fadiga e, nesses casos, a respiração parece ser um meio eficaz de combater o estresse oxidativo, reduzindo a carga de radicais livres, aprimorando o status de defesa antioxidante, reduzindo o índice de cortisol e aumentando o de melatonina, o que protege o indivíduo de complicações de longo prazo (MARZATICO, 1997).

Importante fazer exalações também de maneira completa, expirando de cima para baixo: peito, costelas e por ultimo, seu abdômen. Estudos demonstram também que o trabalho respiratório tem uma influência significativa no desempenho do exercício ao combater o estresse e melhorar a saúde mental (PRAMANIK et al., 2009). O estresse desempenha um papel proeminente no desenvolvimento de doenças cardiovasculares, especialmente doenças coronárias e hipertensão. A respiração lenta (6 respirações/minuto) é uma das técnicas de relaxamento mais praticadas e eficazes para combate do estresse, bem como em transtornos como ansiedade, depressão, hostilidade e raiva (SENGUPTA, 2012).

Na psicologia, as técnicas de respiração são aplicadas em medidores como o biofeedback que utiliza equipamentos eletrônicos para monitorar os sinais vitais relevantes, para o treino comportamental e de processos cognitivos. É possível, ainda, induzir-se a um estado emocional específico através da reprodução do ritmo respiratório característico daquele estado (NETO, 2018). Sob a óptica emocional, a respiração consciente e protocolada possibilita a redução da ansiedade e da depressão (MARSHALL et al., 2014), melhora da qualidade do sono (TSAI, 2004) e pode ainda ajudar ex-fumantes na manutenção do desejo de fumar e crises de abstinência (SHAHAB et al., 2013).

Além disso, as técnicas respiratórias são ferramentas úteis em processos proativos de planejamento e antecipação de erros (HOFFMANN et al., 2019) e assertividade na tomada de decisões importantes (COUCK, 2019). Não obstante, oferecem benefícios como clareza mental, atenção e foco para meditação (PAYNE, 2013).


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