Yoga e o Despertar da Consciência

Considerado até os dias atuais um dos mais importantes, profundos e concisos tratados sobre a mente humana, o Yoga Sutra de Patañjali nos traz a compreensão de que muito além das posturas físicas, a prática correta de Yoga é capaz de transformar incrivelmente o funcionamento da mente possibilitando uma vida em maior harmonia com os outros e com nós mesmos.

Ainda que esses escritos sejam datados por volta do século 2 a.C., o mestre espiritual aborda questões que até hoje são estudadas por diversas vertentes de sabedoria como as artes, ciências, religiões e filosofia.

A concepção de Patañjali sobre Yoga é um desses exemplos: os estudiosos e praticantes da modalidade ainda utilizam da definição descrita pelo guru há mais de vinte séculos “a supressão dos estados de consciência”.

Meta do Yoga

A meta do Yoga é de fato alcançar um estado de consciência expandida. Embora todas as pessoas tenham em si as chaves para desencadear esse “despertar da consciência”, poucas conseguem atingi-lo sem a ajuda de técnicas como as do Yoga.

Na sua descrição, Patañjali classifica a consciência como:

  1. Instável
  2. Confusa, obscura
  3. Estável e Instável
  4. Focada em um único ponto
  5. Completamente dominada

As duas primeiras são comuns a todos os homens, pois a vida psicomental é geralmente confusa. A terceira modalidade de consciência é obtida através do exercício provisório da atenção. E somente os dois últimos estados do yoga, provocados pela meditação.

Alcançar um estado de consciência expandida significa literalmente acordar mais uma vez. É tornar-se ainda mais consciente, mais do que quando se está acordado. É aguçar muito mais os sentidos e deixar a consciência fluir através do plano da intuição, e não mais através do plano mental.

Níveis de consciência

Nossa mente é um universo fascinante que nos protege, nos incentiva e nos guia dia após dia. Responsável pelos nossos sonhos, memórias e experiências, entender seus níveis é um passo fundamental para o seu despertar. São eles:

Inconsciente: inacessível à escolha, essa parte da mente é altamente intuitiva. A parte inconsciente é a parte da psique que contém toda a experiência do indivíduo. O filósofo alemão, Kant descreveu essa parte da mente como “um tesouro enterrado no campo das ideias obscuras, tesouro que constitui o profundo abismo dos conhecimentos humanos ao qual não podemos chegar”.

Subconsciente: um nível acima da mente inconsciente, não é tão inacessível, ainda que difícil de ser percebido ou dominado. Por estarem em constante dinamismo mental, se manifestam em estados de consciência. Em termos psicológicos, a existência humana é uma atualização ininterrupta do subconsciente por meio das experiências.

Consciente: o nível consciente é a parte da mente que pensa. Nela, há algumas programações gravadas, como por exemplo comparar e identificar se algo é bom ou ruim para você. O consciente assume 4 funções muito importantes: analisar, racionalizar, força de vontade e memória de curto prazo. Essa parte da mente trabalha por você em decisões banais, como “já tomei banho hoje?”, ou mesmo mais complexas, como “será que devo mudar de emprego?

Superconsciente: quando encarnamos saímos do estado puro do espírito para a matéria. E no mundo material, nosso cérebro e nossos pensamentos nos impedem de conseguir atingir (de volta) essa energia pura. O estado de super consciência é conseguir conter esse fluxo de pensamentos que nos tira da nossa essencial (espiritual) através da meditação.

É importante dizer que, embora elas sejam divididas em categorias, todas fazem parte de uma única complexa estrutura: o cérebro. Aqui no Intuição Ativa, estudamos cada um desses níveis de consciência de maneira didática e fragmentada, a fim de conhecer e aprender cada um desses estados, em um módulo da Capacitação Intuição Ativa.


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